7 de fevereiro de 2012

O fim do mundo, a Rio+20 e você


(Por EDNEI FIALHO LOPES)

O ano de 2012 começou, e junto com ele as especulações de que o planeta passará por uma "transição" onde seus habitantes podem sofrer uma transformação física ou espiritual.

Você já deve ter lido ou ouvido algo a respeito do fim do mundo, teorias incluem a colisão da Terra com um planeta de passagem, um buraco negro ou a chegada do próximo máximo solar, mas estudiosos de diversas áreas (incluindo especialistas na cultura Maia) têm rejeitado a ideia de que uma catástrofe ocorrerá em 2012.

Fazendo uma pausa nessa "história" de fim do mundo, gostaria de lembrar que no mês de junho, vinte anos após a ECO 92 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente), será realizada a Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), um grande momento em que os olhares de todo o mundo estarão voltados ao Brasil, onde centenas de chefes de estado estarão discutindo as questões globais, com o objetivo de firmar compromissos políticos em torno da chamada economia verde e no combate à pobreza e à miséria.

"A Rio+20 é a chance de recolocar nosso mundo no caminho para um futuro sustentável. Nunca foi tão urgente que nos déssemos as mãos na busca de soluções compartilhadas e de cooperação para nossos desafios comuns”, destacou Sha Zukang, secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Algumas pessoas acreditam no tal "fim do mundo", e eu acredito que o mundo acaba para os que desistem de lutar.

O mundo pode estar acabando para os que passam fome, para os que perderam a esperança, para os que não tem liberdade, mas VOCÊ pode fazer parte da solução, alterando seus padrões de consumo, pensando em novas formas de fazer as coisas (em casa e no trabalho), participando de ações voluntárias, cobrando mudanças e ações dos governantes, discutindo essas questões com seus familiares e amigos, enfim, VOCÊ pode contribuir para que o planeta resista as ações humanas, suportando abrigar 7 bilhões de pessoas, e os outros bilhões que ainda vão surgir.
Como diria o poeta Criolo: "Não baixe a guarda, a luta não acabou!"

Que 2012 seja de fato um ano de transição, onde as pessoas possam fazer mais... por elas mesmas.

6 de fevereiro de 2012

Projeto REUTILIZE SEM MODERAÇÃO

O projeto consiste em fazer parcerias com bares, onde eles separam e fornecem garrafas vazias, e as voluntárias da ONG "Casa da Mãe Gestante" retiram, recortam e criam vasos, porta-trecos e copos, revendendo para esses mesmos bares, que disponibilizam as peças no caixa para venda aos seus clientes.

O projeto encontra-se em fase piloto no WHISKRYTÓRIO BAR, em São Paulo, e em breve será expandido para outros estabelecimentos.
 
PARTICIPANDO do projeto os voluntários da ONG, o estabelecimento e seus clientes contribuem para:
- Reutilizar resíduos que seriam lançados no meio ambiente como LIXO;
- Gerar RENDA para uma ONG que atende Mães Gestantes carentes. 

Se você tem interesse em ser parceiro desse projeto, envie e-mail para:

19 de janeiro de 2012

Arquiteto propõe edifício para abrigar vida selvagem


(Por FOLHA.com)

Em vez de usar o espaço urbano para construir estruturas apenas para os seres humanos, um arquiteto holandês resolveu pensar em projetos urbanísticos também para a vida selvagem.

"Quanto mais construímos, mais deslocamos a flora e a fauna", justificou o arquiteto J. Koen Olthuis.

Daí a ideia de construir algo destinado apenas a animais e plantas. "Há pouco espaço nas cidades grandes, mas ainda podemos aproveitar a água", disse à BBC Brasil.
Assim surgiu a Sea Tree ("árvore marinha", em tradução livre), uma construção de cerca de 30 metros de altura (mais seis a oito metros sob a superfície) que tem como objetivo servir de refúgio para plantas, animais marinhos e pássaros, por exemplo.
A estrutura do projeto é semelhante à de uma usada para construir plataformas de petróleo no mar, mas serve para grandes rios e lagos urbanos.
O custo, estima, é de cerca de US$ 9 milhões (R$ 16 milhões). "Mas estamos tentando barateá-lo", acrescenta o arquiteto.
Olthuis argumenta que projetos como esse podem aumentar a fauna e flora das cidades grandes, ajudar a limpar rios poluídos e absorver a água da chuva.

Veja a galeria de fotos:
http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/6172-edificio-vida-de-selvagem

2 de janeiro de 2012

Heineken Brasil quer se tornar a cervejaria mais verde do mundo até 2020


(Por ECOD)
A Heineken tem feito campanhas em prol do consumo consciente de bebidas. Para divulgação foram colocados sofás em praias do Rio de Janeiro, Miami (EUA), Ho Chi Minh (Vietnã) e Amsterdã (Holanda).

Além dessas ações, a cervejaria tem criado projetos sustentáveis visando ser a empresa mais verde do mundo no setor até 2020. O foco está em três objetivos estratégicos:

1.Melhorar o impacto ambiental das marcas e negócios da Heineken;
2.Capacitar as pessoas e as comunidades em que a empresa opera;
3.Impactar positivamente o papel da cerveja na sociedade.

Projetos sustentáveis já realizados pela Heineken Brasil:

Bacias Hidrográficas
Para produção de cada litro de cerveja, são necessários 6 litros de água. O consumo médio da empresa é de 4,9 litros água para cada litro de cerveja. A Heineken participa dos Comitês de Bacias Hidrográficas nas regiões em que atua, e aborda o controle do uso da água nas comunidades, indústrias, agropecuária e outros setores e da qualidade do efluente devolvido nos rios. O programa existente no Brasil já economiza o equivalente a 38 piscinas olímpicas cheias por ano.

Consumo de energia
Para o consumo energético, são utilizadas energia gerada por meio de biocombustível, biomassa e co-geração. Unidades como Jacareí (SP) e Pacatuba (CE) geram a sua própria energia. A utilização de energia própria, em um ano, seria suficiente para abastecer por um mês mais de 230 mil residências com quatro pessoas que consumam a média de 200 KWh/mês.

Tratamento de efluentes
O tratamento de efluentes é utilizado em mais de 92% das cervejarias. A soma de toda capacidade de tratamento instalada nas oito fábricas brasileiras seria o suficiente para tratar o esgoto doméstico gerado por uma população superior a 300 mil habitantes. 

8 de dezembro de 2011

Pior ideia do mundo?

Caros amigos mundo afora,

E se alguém dissesse que você deve perder toda a sua esperança de uma ação climática global até 2020? Bom, é exatamente essa a proposta que os Estados Unidos e outros países estão fazendo nas negociações climáticas da ONU, que estão acontecendo essa semana em Durban, África do Sul. Atrasar um acordo até 2020 é a pior ideia que já tiveram.

Esperar nove anos por ações de combate às mudanças climáticas não é somente atrasar o processo, é uma sentença de morte para as comunidades que estão na linha de frente da crise climática – e pode acabar com a possibilidade de conseguirmos diminuir os níveis de carbono à concentração segura de 350 partes por milhão.


Nunca é tarde para impedir esse retrocesso. Nos próximos dois dias, nossa equipe de ativistas da 350.org em Durban trabalhará com os nossos parceiros da Avaaz e outros aliados ao redor do mundo para isolar aqueles que querem atrasar as negociações, como os Estados Unidos, e para apoiar as nações africanas, que estão lutando por ação climática real, além de pressionar a União Européia, o Brasil e a China para apoiarem os esforços africanos.


As negociações climáticas na África do Sul acabam em 48 horas e é vital que façamos essa pressão agora. Para garantir que a sua voz seja ouvida, nossa equipe em Durban vai entregar sua mensagem diretamente para a equipe de negociadores dos Estados Unidos em um evento de grande impacto que estamos organizando para sexta-feira. Não podemos dizer muito mais sobre isso agora, mas asseguramos que a sua mensagem não será ignorada.

Se dermos um alerta internacional antes das negociações acabarem na sexta-feira, nós poderemos pressionar os Estados Unidos para sair do meio do caminho e ajudar a alavancar um processo global ambicioso que nos leve a ações efetivas no combate às mudanças climáticas no mundo inteiro. É claro que sozinhas, as negociações de clima da ONU não farão com que a gente volte às 350 ppm, mas essas negociações têm o potencial de criar uma estrutura legalmente vinculante para ajudar as nações a reduziram sua emissão de carbono.

Independentemente do que acontecer em Durban, uma coisa é certa: todos nós temos muito trabalho para fazer nos nossos países. Em 2012, nós vamos precisar fazer tudo que pudermos para desafiar as empresas de combustíveis fósseis que são o real obstáculo para o progresso climático. Quebrar a influência que estas empresas exercem em nossos governos é a única maneira de realmente destravar as negociações.

O caminho à nossa frente parece longo e difícil, mas, como Nelson Mandela disse, “Sempre parece impossível até que seja feito”. A rede da 350.org já enfrentou o impossível antes – agora é hora de reforçarmos novamente essa pressão.

Por favor, una a sua voz e encaminhe este pedido a todos os seus amigos:

Em Solidariedade,

Jamie Henn e toda equipe da 350.org

30 de novembro de 2011

Mudança climática pode ter transformado a coloração da joaninha


(Por NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL)

Nos últimos 30 anos, o aquecimento na costa holandesa pode ter contribuído para a mudança de cor do inseto
As joaninhas de dois pontos (Adalia bipunctata) estão mudando de cor. Nos últimos 30 anos, as cores do inseto mudaram radicalmente na costa da Holanda. O aumento da temperatura pode ter sido um dos principais fatores para a transformação.A teoria foi proposta por uma equipe de cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, que estudou por quase três décadas as diferenças entre as cores das diversas populações. A pesquisa foi publicada na Heredity, publicação da Genetic Society.

Em 1980, 10% das joaninhas que viviam perto da costa eram pretas com manchas vermelhas (melânicas), enquanto os outros 90% eram vermelhas com manchas pretas (não melânicas). Outro estudo semelhante foi feito 40 quilômetros para o interior. Os resultados apontaram que 40% eram melânicas e 60% não melânicas.

Durante 25 anos, o estudo foi repetido com mais de 50 gerações do inseto. Na última análise, feita em 2004, os cientistas constataram que somente 20% das joaninhas de qualquer área eram melânicas. Esta tendência parece se encaixar com os dados de temperatura ao longo do período, que mostram que a área sofreu um aquecimento nas últimas três décadas.

A diferença de cor é provavelmente uma adaptação que permite às joaninhas escuras ficarem aquecidas nas áreas mais frias, enquanto as de cor clara não ficam aquecidas demais em regiões mais quentes. Uma proteína é responsável pelas diferentes cores da joaninha e a mudança genética de uma para a outra é muito simples.Mesmo assim, os cientistas ainda não sabem exatamente como a luz solar pode ter influenciado na mudança. A confirmação desta ligação da mudança de cor com o clima só poderia ser feita com uma série de estudos que estimulassem experimentalmente as transformações em laboratório.

23 de novembro de 2011

27/11 - Dia Mundial Sem Consumo


(Por ECOD)

Que tal passar o dia 27 de novembro sem comprar nada, nem um chocolatinho se quer? Nesta data, próximo domingo, o mundo comemora o Dia Mundial Sem Consumo e incentiva os cidadãos a não comprarem sem que seja mesmo necessário. Para endossar essa ideia de consumo consciente, o EcoD fez uma seleção de sites interessantes sobre o tema.
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IDEC - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor possui uma revista on-line sobre consumo sustentável. Cada edição oferece informações sobre o consumo responsável de água, energia e alimentos; comparações de melhor meio de transporte a ser utilizado; guia de construção para uma habitação ecológica; e reciclagem e compostagem de lixo.
O Instituto é uma associação de consumidores que trabalham para atender necessidades da sociedade, a exemplo da campanha institucional para o fim da publicidade infantil. Além disso, o Idec organiza oficinas de conscientização e cartilhas didáticas.
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O site foi feito pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, para que o usuário possa entender a relação entre o consumo e as mudanças climáticas no mundo. O instituto organiza campanhas no Brasil contra as emissões de gases de efeito estufa, principalmente produzidas pelo desmatamento e queimadas para a pecuária nacional.
No site, os internautas podem assinar um abaixo-assinado a ser enviado ao Congresso Brasileiro exijindo a adoção de políticas públicas alternativas para mudança de hábitos de consumo, ou ainda enviar um cartão às redes de supermercados para exijir a venda apenas de carne de origem legal comprovada.
O Clima e Consumo também oferece dicas de ações sustentáveis, calculadora de carbono e notícias sobre consumo e sustentabilidade.
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O site do Ministério do Meio Ambiente é uma ótima fonte para conhecer o mundo da compra sustentável. A página informa dicas de boas práticas de consumo; soluções de reciclagem, compostagem e ecodesign; materiais menos agressivos na fabricação de embalagens e o impacto delas no meio ambiente.
A área de cidadania ambiental também disponibiliza algumas publicações didáticas, como a Consumo Sustentável - Manual de Educação; e campanhas de conscientização, como a Saco é Um Saco, que estimula os consumidores a usar sacolas retornáveis em vez de sacos plásticos.
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A campanha do Ministério do Meio Ambiente brasileiro que despertar nos cidadãos o consumo consciente do plástico. Com o apoio de redes de supermercados, a iniciativa espera estimular um comportamento mais responsável em relação ao uso de sacolas plásticas e a adoção de sacos retornáveis também através de pequenos vídeos educativos.
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O site do Instituto Akatu contém uma gama de informações sobre consumo consciente, já que ele é especilista no assunto. O instituto realiza diversas campanhas de educação social e produz notícias sobre sustentabilidade, além de reportagens especiais. Dentre as ferramentas diponíveis na página também há pesquisas relacionadas ao consumo brasileiro, teste do Consumidor Consciente, galeria de vídeos das campanhas e publicações educativas.

16 de novembro de 2011

Duas ideias de prateleiras com materiais reutilizados

(Por ATITUDE SUSTENTÁVEL)

Formatos podem também servir de inspiração para criar modelos com outros materiais

Precisando de mais um espacinho em casa para guardar livros e outros objetos? Nesses casos, é possível criar prateleiras com objetos que já temos em casa, mantendo a casa mais organizada gastando menos.


Esse modelo, por exemplo, reutiliza bancos empilhados. Nesse caso, é preciso tomar um cuidado para manter as peças no lugar sem o risco do móvel se desmontar. A melhor maneira para se fazer isso é prendendo os bancos não somente entre si, mas também na parede.


Outro modelo de prateleiras, mas nessa vez para objetos menores, pode ser feita com frascos de produtos de limpeza. É preciso um cuidado maior ao cortar as peças, mantendo a parte da base inteira. Mais informações sobre a peça aqui (em francês).

11 de novembro de 2011

11/11/11


(Por EDNEI FIALHO LOPES)

O planeta tem mais de 7 bilhões de habitantes, que consomem hoje 50% a mais do que a terra consegue renovar, sendo que apenas 1/6 da população consome 78% de tudo o que é produzido. Nos últimos 40 anos a degradação ambiental causou a perda de 30% da biodiversidade, e se continuarmos a viver com esse nível de exploração, até 2030 precisaremos de mais um planeta.

Diante de tantas informações alarmantes, você já parou para pensar sobre os impactos ambientais que o seu padrão de consumo causa?

Quantos produtos compramos sem nem saber o motivo? (muitas vezes já nos arrependemos antes mesmo de chegar em casa)
Quantas vezes nós fomos críticos, no momento da decisão de compra, com relação a preocupação socioambiental da empresa, ao volume de embalagens e o seu processo produtivo?
Quantas vezes cobramos e manifestamos nossas opiniões para que os políticos criem leis relacionadas a proteção ambiental, para que tomem as melhores decisões com relação ao código florestal?

Nesse dia 11/11/11, às 11:11 h, estou trazendo 11 DICAS para um CONSUMO SUSTENTÁVEL:

1- Questione e avalie os seus hábitos de consumo antes de decidir pela compra de qualquer produto e procure consumir apenas o necessário.

2- Informe-se sobre a origem e o destino de tudo que você consome. Optar por produtos feitos com métodos sustentáveis ajuda a cadeia produtiva a ser mais responsável e minimiza os impactos no meio ambiente.

3 - Evite luzes ou equipamentos ligados quando não for necessário. Os aparelho em stand-by continuam consumindo energia.

4 - Cobre das empresas de eletroeletrônicos uma política de coleta, reciclagem e fabricação de produtos com baixo consumo de energia.

5 - Reduza o tempo do banho. Você poupa água e ajuda a diminuir o consumo de energia. E não deixe de revisar suas torneiras! Uma torneira pingando a cada 5 segundos representa, em um dia, 20 litros de água desperdiçada.

6 - Substitua as lâmpadas incandescentes por lâmpadas econômicas. Elas geram a mesma luminosidade, duram mais e poupam 80% de energia.

7 - Utilize sacolas de pano ou caixas de papelão em vez de recorrer às sacolinhas plásticas (se for possível, recuse-as).

8 - Separe o lixo reutilizável do orgânico e mesmo que não seja feita a coleta seletiva em seu bairro, encaminhe para a reciclagem. Reciclar é uma maneira de contribuir para a economia dos recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos.

9 - Sempre que possível, reutilize produtos e embalagens. Não compre outra vez o que você pode consertar, transformar e reutilizar.

10 - Diminua o uso de produtos de higiene e limpeza. Assim você reduz o nível de poluentes presentes na água e no tratamento do esgoto.

11 - Organize caronas com familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho. Ir a pé, usar bicicleta, transporte coletivo ou táxi é mais barato e polui menos do que comprar um automóvel.

Não espere mais 11 dias, 11 meses ou 11 anos para agir e fazer parte da solução contra a degradação e a mudança climática, FAÇA SUA PARTE hoje mesmo!


FONTE: Relatório Planeta Vivo 2010 da Rede WWF, IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), PLANETA SUSTENTÁVEL, ECOCIDADES e AKATU.

3 de novembro de 2011

Engenheiro constrói casa ecológica no interior do Paraná


(Por PORTAL G1)

Obra foi realizada em Foz do Iguaçu, oeste do estado. Residência foi feita com tijolos especiais.

Um engenheiro eletrônico desenvolveu uma casa que ele afirma ser totalmente ecológica. A obra foi realizada em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. "Aqui tem uma série de conhecimentos na área da física e da biologia que a gente agregou tentando fazer uma casa o mais saudável possível. Saudável para o morador, para o meio ambiente e para quem construiu. A idéia fundamental foi a questão da saúde", explicou Celso Onishi.

A casa foi construída com tijolos praticamente inteiros de terra. Apenas 10% de cimento foi utilizado para endurecer o produto. O uso de maquinários elétricos não foi necessário. As telhas usadas em parte da casa são de embalagens longa vida. Na laje, o isopor substituiu o concredo. Também foi instalado um sistema de reaproveitamento da água da chuva para regar os jardins e para as descargas. Para aquecer a água e iluminar o corredor foram instaladas placas solares.

"Eu e minha família somos moradores satisfeitos", acrescentou Onishi.

(Com a colaboração de THALITA R ALBERTI)

31 de outubro de 2011

Here’s a first: The new white Coke can


(Por BREAKING COPY)

When it comes to package design, Coca-Cola seems to do little wrong. Here’s the 2011 holiday can, which features a striking white design with the company’s iconic polar bears.
This is the first time Coke has put out a white can, and it’s part of an effort to raise money to save polar bear habitats.
Coca-Cola usually does a holiday package design with Santa, but it sounds like they’re giving Santa the year off. Here’s the explanation, from a Coca-Cola press release:

First Ever White Packaging Encourages $1 Text Donation to WWF

This holiday season, more than 1.4 billion white Coke cans will help raise awareness and funds to protect the polar bear’s home. White bottle caps also will be on bottles of Coke, Diet Coke, Coke Zero, Sprite, Nestea, Minute Maid and more. Coca-Cola has never before changed the color of the red can to support a cause.

Beginning November 1, 2011, the familiar red can background will be replaced with an all-white panorama, highlighted by the iconic Coca-Cola script printed in red. The eye-catching cans will feature the image of a mother bear and her two cubs making their way across the Arctic. White packaging will be on store shelves through February 2012.

Coca-Cola is making an initial donation of $2 million to WWF and inviting others to join the effort. Anyone who wants to help the polar bears can text the package code to 357357 to donate $1 to WWF. They also can donate online at ArcticHome.com, starting November 1. Coca-Cola will match all donations made with a package code by March 15, 2012, up to a total of $1 million.

(Com a colaboração de LUIS R SGARBI)

Bicicleta feita de garrafas PET recicladas chega às lojas em novembro


(Por GAZETA DO POVO)

A onda que vem transformando a bicicleta em opção viável ao caos no trânsito também abre oportunidades para empresas que, além do lucro, buscam contribuir para tornar as cidades um lugar melhor.
O designer e artista plástico uruguaio Juan Muzzi, radicado no Brasil, criou um quadro de bicicleta a partir do lixo. Batizado de MuzziCycles, o produto é feito a partir de garrafas PET recicláveis.
Para a fabricação de um quadro, são necessárias entre 120 e 200 garrafas PET. O produto chega ao varejo brasileiro neste mês de novembro.

Não vendemos bicicleta, vendemos um conceito que tem a ver com a realidade do nosso planeta. O projeto tem cunho social e ecológico e busca transformar o problema do lixo em um produto contemporâneo, poupando recursos minerais e evitando a emissão de carbono”, resume o inventor, que também criou a Molamania, aquelas molas coloridas que fizeram sucesso entre as crianças nas décadas de 1980 e 1990.

Muzzi dedicou mais de dez anos para desenvolver a bicicleta até chegar à versão final, para ser produzida em escala industrial em sua empresa, em São Paulo.
“Não sei dizer ao certo o quanto investi até hoje porque nunca fiz as contas. Mas deve passar de R$ 3 milhões”, diz. Muzzi, que também é piloto de aviões, vendeu a própria aeronave para investir no projeto – apenas o equipamento que molda o quadro custou R$ 1 milhão.
Além das garrafas PET, Muzzi também espera usar outros materiais à base de resinas plásticas, como para-choques de carros, embalagens de xampu e outros produtos que acabam indo parar nos aterros como lixo.
Estou negociando com grandes empresas na perspectiva de receber o material reciclável e, em contrapartida, doar as bicicletas para quem não tem acesso”, conta o artista.
A Muzzi Cycles tem um ano de garantia, proteção UV, não enferrujam, não são soldadas e a sua coloração é feita por meio de pigmentos que são injetados já no processo de molde, ou seja, não precisam ser pintadas.
A meta da Muzzi Cycles é fabricar anualmente 132 mil unidades, o que representa 15,8 milhões de garrafas recicladas, com economia de quase 1 milhão de litros de petróleo, num processo que evita a emissão de 2,7 mil toneladas de gás carbônico.
Em visita ao Brasil, o presidente uruguaio José Mujica se mostrou interessado pela iniciativa e levou um quadro da bicicleta ao seu país. Além disso, uma organização mexicana pensa em incorporar o projeto em uma região carente e com problemas de transporte. Reino Unido e Alemanha também se mostraram animados com a ideia.
Para o público geral, cada quadro será vendido pelo site www.muzzicycles.com.br por R$ 250, mas o preço pode cair pela metade se o interessado levar suas próprias garrafas. O produto tem patente mundial e garantia de um ano.

Veja a matéria do jornal Bom Dia Brasil sobre a Muzzi Cycles:


(Com a colaboração de THALITA R ALBERTI)

27 de outubro de 2011

Um mundo com 7 bilhões de oportunidades


(Por EDNEI FIALHO LOPES)

Segundo relatório divulgado pela ONU (UNFPA - Relatório sobre a Situação da População Mundial 2011), no próximo dia 31 de outubro o planeta atingirá a histórica marca de 7 bilhões de habitantes, um crescimento que nos traz uma série de questionamentos e preocupações, mas que ao mesmo tempo nos desafia a repensar as práticas produtivas, os padrões de consumo e a utilização dos recursos.

Em 1804 a população mundial chegou ao seu primeiro bilhão de habitantes, e somente em 1927 atingiu 2 bilhões (123 anos depois), levou mais 32 anos para atingir 3 bilhões (1959) e passou a crescer em média 1 bilhão de pessoas a cada 12 anos, com previsão de ultrapassar os 9 bilhões em 2050.

1 Bilhão em 1804
2 Bilhões em 1927 (123 anos depois)
3 Bilhões em 1959 (32 anos depois)
4 Bilhões em 1974 (14 anos depois)
5 Bilhões em 1987 (13 anos depois)
6 Bilhões em 1999 (12 anos depois)
7 Bilhões em 2011 (12 anos depois)

Um dos fatores que contribuem para o rápido crescimento populacional são a alta taxa de natalidade em alguns países e a maior longevidade da população (hoje 893 milhões de pessoas tem mais de 60 anos), por isso é preciso pensar e colocar em prática ações e modelos que ofereçam mais espaço aos idosos, para que eles possam continuar produzindo e oferecendo toda a sua experiência a população mais jovem, que também está crescendo (pessoas com menos de 25 anos já são 43% da população).

Quando nos deparamos com esses dados a primeira conclusão é que o planeta tem habitantes demais, mas o que devemos pensar é de que maneira podemos contribuir para garantir que o planeta suporte esse expressivo crescimento, que nesse momento, é inevitável.

Os recursos naturais (especialmente a água) já não são suficientes para os padrões de consumo de hoje, só para se ter uma ideia de como a "máquina" funciona, se pararmos toda a produção de alimentos os estoques durariam apenas 40 dias, o que nos obriga a repensar nossos hábitos como consumidores e nossas exigências como cidadãos.

Um mundo com 7 bilhões de habitantes nos oferece 7 bilhões de oportunidades.


Ednei Fialho Lopes é especialista em Meio Ambiente pela Fundação Getúlio Vargas, lidera ações e projetos socioambientais junto ao Banco HSBC, é palestrante e colunista do Portal SP Jornal.

25 de outubro de 2011

População mundial atingirá 7 bilhões no dia 31 de outubro, diz ONU


(Por ESTADÃO)

Alta taxa de natalidade em alguns países e maior longevidade contribuem para a rápida taxa de crescimento populacional no planeta.
A população mundial está crescendo em uma velocidade jamais vista e vai chegar a 7 bilhões no dia 31 de outubro, segundo a ONU. Em 2050, este número deve alcançar 9,3 bilhões.

Alguns dos fatores que contribuem para o rápido aumento populacional são a alta taxa de natalidade em alguns países e a maior longevidade da população. Hoje, 893 milhões de pessoas tem mais de 60 anos.
Até a metade deste século, segundo a ONU, este número vai praticamente triplicar, chegando a 2,4 bilhões. A expectativa de vida média atual é de 68 anos, quando era de apenas 48 anos em 1950.

População envelhecida
Na Grã-Bretanha, o número de pessoas com mais de 85 anos mais do que dobrou entre 1985 e 2010 para 1,4 milhão, enquanto o percentual de pessoas com menos de 16 anos caiu de 21% para 19% no mesmo período, segundo estatísticas oficiais.
Aos 85 anos, Helen Moores representa esta faixa da população britânica que está crescendo. Ela vive sozinha em Londres e atribui a longevidade a uma vida ativa e de muito trabalho.
"Eu me alistei no Exército aos 17 anos e servi por 12 anos em diversos países: Cingapura, Hong Kong, Egito e Chipre, onde conheci meu marido, 42 anos atrás", conta ela.
Moores diz que hoje tem uma vida confortável, mas teme que seus netos não tenham tanta sorte. Com a população trabalhando cada vez mais antes de se aposentar, ela acha que há menos oportunidades para jovens saindo da universidade.
"Eu me preocupo com eles. Não sei se vai haver empregos suficientes."

Baby boom
Já na Zâmbia, no sul da África, a grande questão para o governo é o altíssimo número de nascimentos. Com uma população de 13 milhões de pessoas, as estimativas são de que esse número triplique até 2050 e chegue a 100 milhões até o fim do século, fazendo com que o país tenha uma das populações mais crescem no planeta.
Enquanto a fertilidade global caiu de cinco para 2,5 crianças desde 1950, as mulheres de Zâmbia tem seis filhos, em média.
Este também era o número de crianças que Robert e Catherine Phiri, de Lusaka, queriam ter, mas após o nascimento do terceiro bebê, eles não sabem se terão condições de criar mais filhos.
Robert trabalha como agricultor e ganha menos que o salário mínimo.
"É difícil comprar roupas. Todo o dinheiro é usado em comida. Compramos coisas usadas quando podemos", diz Catherine.
Ainda assim, a família tem grandes expectativas para os filhos, incluindo uma menina recém-nascida, que ainda não tem nome.
"Quando ela crescer, quero que ela vá para a escola e universidade para nos ajudar. Temos tão pouco dinheiro e nos preocupamos com o futuro", afirma Robert.
Segundo a ONU, que divulga nesta quarta-feira um relatório sobre o Estado da População Mundial, é preciso mais planejamento e investimento nas pessoas para lidar com a crescente população mundial e suas consequências - a necessidade por mais alimentos, água e energia e a maior produção de lixo e poluição.

20 de outubro de 2011

Em defesa das calçadas


(Por EDUARDO CARVALHO - MOBILIZE)

O pedestre é totalmente inofensivo com relação ao ar da cidade e consome pouquíssima energia. É estranho, portanto, que – num momento em que tudo precisa ser sustentável, ecológico, orgânico – esse hábito não seja mais estimulado nas nossas maiores cidades. Em São Paulo, por exemplo, andar a pé ainda é considerado um hábito excêntrico ou impossível.
Mas não é: caminhar é a modalidade de transporte mais popular na cidade de São Paulo, na verdade. Ainda assim, ela não deixa de ser também uma aventura. A situação das calçadas de São Paulo é provavelmente a nossa mais absurda calamidade urbana: porque a calçada talvez seja o espaço público mais importante de uma cidade.
Não é à toa que Jane Jacobs, no clássico e maravilhosamente bem escrito Morte e Vida das Grandes Cidades, dedica os três primeiros capítulos a calçadas e a questões da vida urbana que dependem diretamente delas: segurança, contatos e, curiosamente, assimilating children. Para Jane Jacobs, o movimento de pessoas numa calçada não é importante apenas para a segurança da rua ou para estreitar a relação entre os habitantes do mesmo bairro: a calçada – que é também um ambiente para crianças se divertirem sob o olhar de adultos – tem ainda uma função pedagógica, civilizadora.
É muito triste ler Jane Jacobs e andar por São Paulo. Só o fato da obrigação em conservar a calçada ser do proprietário do imóvel lindeiro já é uma aberração: porque o piso perde a regularidade, a manutenção não acontece, o custo é mais alto e a responsabilidade dilui-se entre milhões de proprietários anônimos. Uma das conseqüências desse modelo tropical de manutenção é que o estado das nossas calçadas consegue ser pior do que o das nossas ruas.
Os problemas variam, mas são graves em todos os tipos de bairros paulistanos. Nos mais ricos, arquitetos são incapazes de diferenciar uma área que precisa funcionar – como uma área de pedestre em que as pessoas precisam antes de tudo andar – de um espaço mais, digamos, contemplativo. Na Faria Lima, por exemplo, em frente a um desses prédios que se consideram sustentáveis e inteligentes, uma calçada chega ao cúmulo de ter seu traçado em zigue-zague, obrigando o pedestre quase a rebolar em seu trajeto.
E regiões em transformação estão perdendo a oportunidade de se organizar de maneira mais urbana. Quarteirões inteiros estão sendo fechados para abrigar condomínios-clubes. Um bairro agradável oferece padarias, mercados, lojas de roupas, lavanderias, livrarias, etc., que dão vida à vizinhança. Sem esse pequeno comércio, um bairro se esvazia. E, suburbano, fica menos divertido e mais perigoso. Na Vila Olímpia, o problema com as calçadas se repete, mas em outro sentido: multiplicou-se infinitamente a quantidade de pessoas que freqüentam a região, mas a infra-estrutura continua igual. Os pedestres então se acotovelam nas calçadas, onde disputam espaço com carrinhos de cachorro quente, ou são obrigados a andar no meio da rua.
É verdade que existem projetos pontuais na direção oposta, em geral de iniciativa privada. O Branscan Century Plaza, no Itaim, abriu uma praça que é praticamente uma extensão do calçamento em seu entorno. O alargamento e a padronização da calçada num trecho da Oscar Freire melhoraram seu aspecto e circulação. No Centro, a família Manccini recuperou um trecho da Rua Avanhandava. Na Vila Madalena, o edifício residencial Simpatia 236 afasta a grade da rua e oferece um banco ao pedestre. É de iniciativas generosas, inteligentes e baratas assim que São Paulo precisa.
Se não me engano, foi Bernard Shaw que disse que, quanto mais altos os muros de uma cidade, menos civilizada ela é. A lógica funciona também com relação à qualidade das calçadas. Daí – independentemente do carro que guiamos, das pontes que atravessamos, da quantidade de helicópteros que sobrevoam São Paulo – é possível estimar o estágio de civilização em que nos encontramos. E, se pretendemos sair dele, portanto, precisamos aprender a andar de pé. Ops, a pé.

28 de setembro de 2011

Cidades geram apenas 2,5% do lixo do planeta

 

(Por ESTADÃO)



"Para cada saco de lixo produzido em nossas casas, há outros 60 que já foram gerados antes", estima o sociólogo Maurício Waldman, doutor em geografia e autor do livro Lixo - Cenários e Desafios (Ed. Cortez, 2010), indicado ao Prêmio Jabuti neste ano na categoria Ciências Naturais.
Apesar de constituírem a menor parte do lixo produzido no mundo, os resíduos sólidos urbanos ainda são um problema sério em países como o Brasil. "Nós mandamos para a compostagem apenas 2% do lixo orgânico urbano e reciclamos 13% da parte seca", diz Waldman.
Para efeito de comparação, a Índia, outro emergente, faz compostagem de 65% de seu lixo orgânico. "Agora se fala em políticas para lidar com o metano, gás gerado nos aterros. Mas temos de evitar que ele seja gerado, mandando o mínimo possível para o aterro."
O Brasil, que abriga 3% da população mundial, gera 5,5% do lixo do planeta. "Em parte porque o País está exportando commodities como minério, grãos, carne, etc. A mineração é responsável por 38% do lixo gerado no mundo e a pecuária e agricultura, juntas, por 58%", diz Waldman.

Reciclagem. Os números sobre reciclagem também deixam a desejar, e especialistas vêm se dedicando a quantificar o prejuízo de um sistema de coleta e de reaproveitamento falho.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calculou as perdas em R$ 8 bilhões/ano. Mas o professor Sabetai Calderoni, autor do livro Os Bilhões Perdidos no Lixo (Ed. Humanitas, 1999), estima que os prejuízos somem US$ 10 bilhões ao ano. "Daria para fornecer cestas básicas mensais para todas as famílias pobres do País e ajudá-las a pagar a prestação de uma casa popular."
Ele diz ainda que as centrais de reciclagem têm vantagens sobre os aterros. "Elas ocupam uma área mil vezes menor que um aterro e a vida útil não acaba nunca. Além disso, o aterro tem de ser monitorado por anos após ser desativado", explica Calderoni, que é presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável e participou da elaboração da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS).

Lei do lixo. Um elo particularmente complicado da cadeia de reciclagem é o catador, que geralmente vive em situação de risco. Promulgada em 2010, a PNRS tenta trazê-lo para a legalidade e inseri-lo formalmente na cadeia.
"É uma política amplamente discutida, sólida e que tem tudo para dar certo", diz.
"As cooperativas não têm dinheiro para esperar um mês para receber pelo resíduo. E os aparistas, intermediários, estão quebrando, porque agora, na legalidade, pagam imposto", diz o presidente da Associação Brasileira dos Recicladores de Embalagens PET, Edson Freitas.
Waldman destaca a importância dos catadores na cadeia de reciclagem. "Eles coletam 90% do material que retorna para a cadeia produtiva. Sem os catadores, teríamos mais 7 milhões de toneladas ao ano de lixo seco sendo desperdiçado no País."

Dos mais de 5 mil municípios brasileiros, apenas 142 mantêm convênios com catadores.

27 de setembro de 2011

Humanidade supera recursos que a natureza é capaz de oferecer durante um ano


(Por REDAÇÃO ECOD)

Se o planeta fosse um banco, e os homens tivessem uma conta nele, estariam recebendo uma carta informando que a partir desta terça-feira, 27 de setembro, começariam a operar no vermelho.
De acordo com a Global Footprint Network (organização de pesquisa que mede a pegada ecológica do homem no planeta), a partir de amanhã a humanidade vai superar todos os recursos que a natureza é capaz de oferecer de forma sustentável no período de um ano. A população mundial consome entre 1,3 e 1,5 planetas, anualmente.
"Isso é como gastar o seu salário anual três meses antes e comer durante os meses seguintes a base do cheque especial, ano após ano. É um ciclo vicioso”, comentou Mathis Wackernagel, presidente da instituição.
Segundo a organização, até 2030 a humanidade precisará de dois planetas por ano para suprir suas necessidades. Para alcançar o equilíbrio ecológico é necessário reduzir o consumo em 33% nos próximos 20 anos.
“Se quisermos manter sociedades estáveis e viver bem, não podemos mais sustentar um déficit orçamentário crescente entre o que a natureza é capaz de fornecer e o quanto nossa infraestrutura, economias e estilos de vida exigem”, afirmou Wackernagel.
Os cálculos da organização englobam ações como emissões de dióxido de carbono (CO2), produção de matérias-primas para a alimentação, lixo excessivo, utilização de água abusiva e desmatamento.